O Que São RTO x RPO E Principais Diferenças

RTO
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RPO e RTO são métricas essenciais e que devem ser acompanhadas periodicamente por todas as empresas que desejam ter uma estrutura de Tecnologia da Informação eficiente e segura.

Este artigo está focado no contexto de proteção de dados e recuperação de desastres, com enfoque para backup de dados empresarial.

Para quem fica em dúvida sobre ambos esses termos, saiba que o RPO está associado com o volume de dados que uma companhia pode perder, mas sem deixar de operar, mesmo que seja com recursos mínimos. 

Já o RTO é uma métrica que está associada ao tempo para executar as ações de recuperação de um sistema em casa de falha ou paralisação das operações, que pode ser acarretada pelas mais diversas situações.  

Vale ressaltar que monitorar ambas as métricas é essencial, pois elas garantirão a continuidade das operações de uma empresa em caso de incidentes diversos, evitando, assim, a paralisação das atividades e prejuízos maiores para a companhia. 

Quer entender mais sobre essas importantes métricas para a área de TI da sua empresa? 

Então, continue lendo o artigo e entenda o que é RPO (Recovery Point Objective), quais as diferenças com o RTO e como utilizar essas métricas no seu negócio. Confira!

O Que É RPO?

RPO é a sigla para o termo em inglês Recovery Point Objective que, em português, quer dizer Objetivo de Ponto de Recuperação.

Como já explicamos no início deste artigo, o RPO tem relação com a quantidade de dados que uma empresa pode perder, mas sem deixar de continuar suas operações, mesmo que seja com recursos mínimos.

Dessa forma, ao acompanhar o Objetivo de Ponto de Recuperação, sua empresa conseguirá saber quais são as perdas que consegue tolerar antes que as atividades essenciais sejam comprometidas.

Para facilitar o entendimento, veja alguns exemplos práticos de RPO

  1. Banco de Dados: Uma empresa pode definir um RPO de 1 hora para seu banco de dados. Isso significa que, em caso de falha ou interrupção, precisa recuperar os dados do banco de dados para o estado em que estavam até uma hora antes do incidente.
  1. Sistemas de Arquivamento de E-mail: Uma organização pode ter um RPO de 24 horas para seus sistemas de arquivamento de e-mail. Se ocorrer uma falha no sistema,  precisa recuperar os e-mails arquivados até 24 horas antes do evento.
  1. Aplicações Críticas de Negócios: Uma empresa pode definir um RPO de 15 minutos para suas aplicações críticas de negócios. Isso significa que, em caso de interrupção, eles precisam restaurar essas aplicações para um ponto no tempo que esteja, no máximo, 15 minutos antes do incidente.
  1. Sistemas de Pagamento: Uma instituição financeira pode ter um RPO de 1 segundo para seus sistemas de pagamento. Isso garante que, em caso de falha, todas as transações de pagamento realizadas nos últimos segundos sejam recuperadas e processadas corretamente.
  1. Sistemas de Backup e Recuperação: Uma organização pode ter um RPO de algumas horas para seus sistemas de backup e recuperação em nuvem. Isso significa que eles desejam ter cópias atualizadas de seus dados disponíveis para recuperação em um período de tempo definido, geralmente algumas horas atrás.

O Que É RTO?

Por sua vez, o RTO (Recovery Time Objective) significa, em português, Objetivo de Tempo para Recuperação.

Esse conceito determina qual o tempo de tolerância que uma empresa possui para fazer a recuperação de um sistema depois da ocorrência de uma interrupção ou falha, que pode ser proveniente de erro humano, desastre natural ou ataques cibernéticos.

Essa métrica levará em consideração diferentes fatores, como criticidade dos serviços comprometidos e o impacto da interrupção em termos operacionais e financeiros. 

Para melhor entendimento, seguem alguns exemplos práticos de RTO:

  1. Website de Comércio Eletrônico: Uma loja online pode ter um RTO de 2 horas. Isso significa que, em caso de interrupção, eles precisam restaurar o website e os serviços relacionados em até 2 horas para retomar as vendas e transações online.
  1. Serviços de Pagamento Online: Uma empresa de processamento de pagamentos pode ter um RTO de 15 minutos. Isso garante que, em caso de falha, os serviços de pagamento sejam restaurados dentro de 15 minutos para que as transações possam ser processadas normalmente.
  1. Call Center: Uma empresa de serviços de atendimento ao cliente pode ter um RTO de 1 hora para seu call center. Isso significa que, em caso de falha, eles precisam recuperar o sistema de telefonia e os aplicativos relacionados em até 1 hora para que os agentes possam retomar as chamadas e o suporte ao cliente.
  1. Sistemas de Gerenciamento de Estoque: Uma empresa de varejo pode ter um RTO de 4 horas para seus sistemas de gerenciamento de estoque. Isso garante que, em caso de interrupção, os sistemas sejam restaurados dentro de 4 horas para que as atividades de controle de estoque e reabastecimento possam ser retomadas.
  1. Sistemas de Reservas de Viagens: Uma agência de viagens online pode ter um RTO de 1 dia para seus sistemas de reservas. Isso significa que, em caso de falha, eles precisam restaurar os sistemas e os dados de reservas dentro de 24 horas para que os clientes possam continuar a fazer reservas e planejar suas viagens. 

Para Que Servem RTO E O RPO?

Sendo assim, tanto o RPO (Recovery Point Objective) quanto o RTO (Recovery Time Objective) estão relacionados com a recuperação de desastres e continuidade de negócios em diferentes situações de estresse, que podem ser os mais variados.

A proposta de ambas as métricas é definir limites para a execução da recuperação de sistemas após uma interrupção.

Nesse sentido, tanto o RTO e RPO contribuem para que as empresas definam metas realistas e possam implementar estratégias para minimizar os prejuízos diante de uma situação crítica de perda de dados, assegurando, assim, a continuidade das atividades.  

Quais São As Diferenças Entre O RTO E O RPO?

O RPO, como mencionamos, está relacionado com a quantidade de dados que uma empresa pode perder, mas sem deixar de continuar suas operações, mesmo que seja com recursos mínimos.

Enquanto isso, o RTO é uma métrica que determina qual o tempo de tolerância que uma empresa possui para fazer a recuperação de um sistema depois da ocorrência de uma interrupção ou falha. 

Como Os RTOs E RPOs Auxiliam A Empresa?

Os RTOs e RPOs permitem que uma companhia faça um planejamento adequado de proteção de dados e recuperação das atividades em caso de desastres. 

Com isso, ao definir metas de tempo e perda de dados, você consegue criar estratégias e alocar recursos necessários na tentativa de minimizar os impactos e retomar as operações dentro do tempo limite estabelecido.

Além disso, os RTOs e RPOs também auxiliam a priorizar os recursos em uma situação de interrupção, auxiliando na identificação dos serviços ou sistemas, que precisam ser restaurados primeiro, garantindo que as ações sejam direcionados para as áreas mais críticas, evitando, assim, a paralisação das atividades e prejuízos maiores para a companhia. 

Os RTOs e RPOs também auxiliam na tomada de decisão, já que essas métricas permitem uma melhor avaliação da gravidade da situação, determinando as ações necessárias para a minimização dos danos em diferentes níveis e aspectos.  

Por fim, os RTOs e RPOs contribuem também para uma melhor avaliação de riscos no que se refere a investimentos em infraestrutura e soluções de recuperação. 

Isso porque, ao monitorar essas métricas, você consegue entender as consequências de uma interrupção e os custos que a sua empresa terá para fazer a recuperação dos dados. 

Com isso, é possível tomar decisões assertivas sobre quais medidas preventivas e de recuperação, que devem ser adotadas para reduzir riscos e garantir a continuidade das operações.

Como Conquistar As Metas De RPO Na Sua Empresa?

Para conquistar as metas de RPO para sua empresa, é preciso levar em consideração uma série de aspectos, que elencamos logo a seguir:

Automação

Ter uma boa automação é essencial para a conquista das metas de RPO em uma empresa. Isso porque, a automação elimina a dependência de processos manuais, que são suscetíveis a falhas humanas. 

Ao automatizar as atividades de backups e recuperação de dados, é possível minimizar erros provocados por colaboradores, garantindo a consistência e precisão dos processos.

Além disso, a automação também torna os processos mais rápidos e eficientes em ações de backup e recuperação, pois, tudo é feito de maneira automática e, claro, segura. 

Sem contar que a automação garante maior escalabilidade e flexibilidade das atividades, pois, você pode definir backup e recuperação com base nas necessidades do seu negócio. 

Frequência De Backup

A definição da frequência de backup nas metas de RPO são importantes, pois, é justamente ela que estabelecerá o volume de dados que pode ser perdido em incidentes, como falhas ou ataques hackers, dando prioridade para a segurança de dados críticos e essenciais para o negócio. 

Sem contar que a definição de uma frequência de backup também permite o uso eficiente dos recursos de TI e a adaptação às mudanças no ambiente de dados. 

Definição De Tempo

Em uma estratégia de RPO, a definição de tempo é essencial, já que ela direciona todas as ações de uma empresa, desde o planejamento, a alocação de recursos até as estratégias de proteção de dados. 

Ao definir um RPO viável para sua empresa, é possível garantir a proteção de dados críticos e uma recuperação de arquivos dentro dos limites definidos pela companhia, minimizando, assim, a perda de arquivos sensíveis e os impactos negativos nas operações.

Recuperação Granular De Dados

A recuperação granular de dados na conquista das metas de RPO (Recovery Point Objective) é importante por diferentes aspectos como, por exemplo, a minimização de perda e menor tempo de recuperação de dados.

Isso porque, ela possibilita fazer a restauração somente de arquivos e específicos afetados por uma interrupção ou falha. 

Ou seja, a recuperação granular não restaura todo o sistema ou conjunto de dados de uma companhia, concentrando suas ações apenas na recuperação das informações essenciais que foram perdidas. 

Sistemas Linux podem ter o RPO fortemente impactado, pois existem poucas ferramentas capazes de fazer a restauração de dados granulares em um ambiente virtualizado.

A recuperação granular reduz muito o tempo de recuperação, direcionando esforços somente para os dados necessários, retomando, assim, as operações de forma ainda mais rápida, diminuindo consideravelmente a perda de dados.

Gerenciamento Das Tarefas De Backup

Outro aspecto importantíssimo para a conquista das metas de RPO é o gerenciamento adequado das tarefas de backup, pois ele assegura o cumprimento dos objetivos de Recovery Point Objective, além de monitorar as operações de backup.

Além disso, o gerenciamento das tarefas permite ainda agendamento eficiente, melhor gestão do armazenamento de dados, possibilitando ainda a realização de testes regulares, a fim de garantir a atualização e melhoria contínua dos processos de backup.

Replicação Das Cópias De Backup

A replicação das cópias de backup é imprescindível na conquista das metas de RPO, já que é possível ter cópias atualizadas para a utilização remota e em diversos dispositivos de armazenamento. 

Essa replicação diminui de forma significativa o tempo necessário para recuperar os dados em caso de falha.

Sendo assim, ao adotar essa estratégia, as cópias de backup ficarão sempre disponíveis, podendo ser restauradas com agilidade, atendendo, assim, os objetivos de RPO estabelecidos.

A replicação das cópias de backup possibilita também maior proteção contra desastres, pois estes ficam em locais geograficamente separados, evitando a perda de dados em casos de  desastres naturais, falhas de infraestrutura, etc.

Sendo assim, caso um local de armazenamento de dados for afetado, as cópias de backup replicadas em um local remoto se manterão intactas e disponíveis para recuperação a qualquer momento. 

Integridade Dos Dados

Já a integridade dos dados permite que as cópias de backup estejam completas e sem erros, o que garante uma recuperação confiável dos arquivos, em situações que envolvem falhas ou interrupções. 

Além disso, a integridade dos dados evita a perda adicional de dados durante a execução de backup e recuperação. 

Sem contar que a integridade dos dados também mantém a consistência dos arquivos durante as operações de backup e recuperação, sem que haja interrupções ou inconsistências. 

Isso é ainda mais importante em empresas que possuem bancos de dados ou aplicativos críticos.

Classificação Dos Dados

Para o sucesso das metas de RPO, a classificação de dados também não pode ser deixada de lado. 

Isso porque, essa categorização possibilita a identificação e priorização dos dados mais críticos e sensíveis de uma companhia.

Ao definir diferentes níveis de classificação aos dados, você consegue definir as informações essenciais para a continuidade das operações e para a recuperação em caso de falha. 

Tudo isso contribui para um direcionamento efetivo dos recursos de backup e recuperação para os dados mais essenciais.

Sem contar que essa classificação proporciona ainda a alocação de recursos adequados para a proteção e recuperação dos dados, definindo os níveis de redundância, frequência de backup e estratégias de recuperação adequadas para cada categoria de dados. 

Esse cuidado evita desperdício de recursos ao adotar medidas de proteção desnecessárias em dados menos críticos, além de garantir a proteção adequada dos dados de alta prioridade.

Por fim, a classificação dos dados também auxilia na criação de políticas claras de backup e recuperação com base na importância dos dados. 

Conclusão

Sabendo o que é RPO e RTO, fica mais fácil definir metas, estratégias, políticas e planos para evitar danos às operações de uma empresa em caso incidentes que afetam a continuidade do negócio. 

Dessa forma, a definição das rotinas de backup é essencial para uma empresa que quer evitar prejuízos em eventuais perdas de dados. 

Se você quer garantir a realização de backups eficientes e seguros, contrate uma solução de backup para a sua empresa, pois ela manterá seus dados seguros e sempre disponíveis.

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